Este blogue denúncia as ligaçons de Humana com a seita Tvind, mas também quer denunciar que as práticas da própria organizaçom Humana estám mui afastadas do que se consideraria “normal” na ajuda ao desenvolvimento.
A história segundo HUMANA
Segundo a própria página web da franquia espanhola de Humana a roupa que chega aos contentores é dividada segundo a sua utilidade: Umha parte (roupa de qualidade em bom estado) iria destinada às tendas de Humana em Europa onde se convertiria em dinheiro para invertir nos projetos de desenvolvimento da organizaçom outra parte (roupa em bom estado mas nom “na moda”) é enviada aos projetos in situ de Humana, e outra percentagem é rejeitada como inutilizável e refugada. Nom parece diferente da labor realizada por outras organizaçons. Porém as investigaçons realizadas sobre a sua praxe demonstram que nom é assim.
Quem tem investigado o calote de HUMANA?
O que se afirma nesta campanha nom é gratuíto. Fundamenta-se nas investigaçons realizadas por:
- A investigaçom jornalística de The Guardian e The Observer de 1993. Que indicou que menos do 10% do arrecadado por HUMANA rematava nos projetos de ajuda ao desenvolvimento.
- A investigaçom de The Charity Commission de Inglaterra e Gales em 1993 que rematou fechando Humana UK por fraude.
- A investigaçom jornalística do Berliner Zeitung de 2009 com idénticos resultados vistos no Reino Unido.
- A raiz do começo do programa Weltwärts do governo federal germano para fomentar o voluntariado entre a juventude investigou-se possíveis candidatos para promocionar o voluntariado. O informe de 2009 considerou que HUMANA nom era um projeto de desenvolvimento sério. Eis o informe do Bundestag.
- BER a rede de organizaçons para o desenvolvimento sitas em Berlim apoiou a investigaçom do Bundestag. Eis os dossieres de imprensa da época.
- Mais jornais germanos têm afondado na investigaçom de Humana, mais artigos.
- O informe da polícia danesa sobre a fraude fiscal de Tvind. Documento de 2001 em inglês.
Qual é a estrutura do calote?
A principal estrutura do calote de Humana é a de servir de passo intermédio para a limpeça de dinheiro de Tvind. Também é um elo mais no transfer mispricing da orgainzaçom. Em comércio internacional denomina-se assim à fraude consistente em comerciar entre empresas ligadas num truste, fixando os preços de forma que se evitam pagar impostos ou ter que invertir realmente em desenvolvimento.
Como indicam as investigaçons citadas anteriormente menos do 10% do dinheiro gerado pola venda de roupa em Europa chega aos projetos de desenvolvimento ligados com Humana. E como veremos noutros artigos estes mesmos projetos adoitam ser daninos e nom integrados nas comunidades que procuram “ajudar”. O resto dos quartos “disolvem-se” na rede de empresas e serviços de Tvind: Alugueiros demenciais da empresa Argyll Smith & Co (outra parte do entramado de Tvind), gastos injustificados de gestom ou soldos para o quadro de pessoal de Humana que ao ser membros da seita Tvind devolvem como doaçom o ganhado.
A situaçom nom é melhor com a roupa enviada a África, Ásia ou América do Sul: as peças nom se entregam como caridade nestes paises. Como ditaminou a Comissom de Caridade inglesa com o exemplo de Zambia a roupa é vendida de novo por empresas ligadas com Humana nos paises do 3º Mundo convertendo-se numha competência desleal para o mercado e os e as produtoras locais. As roupas importadas assim nom pagam alfándega ao estarem ligadas com umha ONG e causam impato enormemente negativo na economia. A investigaçom inglesa também notou que o diretorado dos projetos em África eram todo membros de The Teachers Group cujos soldos eram exagerados, constituindo o principal gasto “no terreno” dos projetos. Igualmente os gastos materiais dos projetos som todos invertidos empresas foráneas ligadas com Tvind.
Resumo
Como vemos ao meter a nossa roupa usada nos contentores de Humana o que de facto estamos fazendo e regalar essas peças a seita Tvind e a The Teachers Group. Nem um euro dos obtidos remata em verdadeiros projetos de desenvolvimento, todo é desviado polo caminho numha rede de empresas da trama Tvind. Os próprios métodos de Humana nos paises em desenvolvimento danam também o tecido económico destes.
O jornal Praza Pública foi o primeiro em referenciar esta campanha de informaçom.
A resposta curta é sim, sem dúvida.
Umha resposta mais longa seria que sim, sem dúvida. E agora analisaremos as característica de seita que Tvind / Humana cumpre, e como diferentes autoridades estatais, psicológicas e de denúncia das seitas têm classificado a organizaçom como tal.
Segundo a The Cult Information Centre do Reino Unido os indícios de atividade sectária som:
- Uso de coerçom psicológica para recrutar, adoutrinar e reter as pessoas na organizaçom. Inúmeras som as testemunhas de ex-estudantes das “universidades populares” de Tvind sobre o tema. Sirva esta testemunha na BBC. Este blogue também recolhe testemulhas de pessoas voluntárias em projetos de Humana.
- Forma umha elite totalitaria Os membros de The Teachers Group, muitos deles perseguidos pola fiscalia Danesa.
- O seu liderato é auto-proclamado, messianico, dogmático e com um alto carisma. Petersen cumple todos estes requisitos. Somemos a paranoia que o rodeia e o seu ódio os média daneses que começaram a denunciar o seu calote em 1979. Desde entom tem sido elusivo, mas isso nom impedio que se situara como poder dominante em todas as estruturas internas de Tvind.
- Acredita em que a fim justifica os médios para conseguir financiamento e recrutamento. Como já se tem indicado, as atividades económicas de Humana /Tvind incluim pôr o estudantado dos seus centros a pedir esmola.
- O seu poder e riqueça nom beneficia os membros da sociedade Fora do núcleo de The Teachers Group as pessoas voluntárias e estudantes trabalham pola vontade.
Porem estas podem parecer consideraçons subjectivas, assim que melhor refletir o que dim as organizaçons e comissons que estudaram o tema:
- Segundo o informe da comissom de investigaçom das seitas da Assembleia Nacional Francesa em 1995 HUMANA FRANCE está listada como seita operando no país. Informe em inglês. Informe original em francês. As atividades de Humana estám restritas e está asinalada como seita.
- Umha comissom do parlamento belga classificou HUMANA como seita no seu informe de 1997. Informe original em francês e alemam.
Fora do ámbito oficial pessoas reconhecidas a nível mundial como autoridades na luta contra as seitas têm assinalado Humana / Tvind como um culto perigoso com intençons lucrativas.
- Steven Hassan, antigo membro da seita Igreja da Unificaçom e que mantem a página de referência Freedom of Mind onde podem consultar toda a informaçom sobre Humana / Tvind.
- Rick A. Ross desprogramador e autor referência em seitas que mantem o Rick A. Ross Institute também segue a trajectória de Petersen Tvind e Humana.
- Frank Nordhausen e Liane von Billerbeck no seu livro Psycho- Sekten. Die Praktiken der Seelenfänger adicam um capítuloa Tvind e a suas fazendas em Belize.
Como addendum jornalístico:
- The Guardian mantem umha vigia constante sobre as atividades de Humana / Tvind em Inglaterra. Artigo.
- A BBC também tem investigado e denunciado a atividade cultista de Humana / Twind. Artigo.
- The Times também tem denunciado o tema, mas por desgraça os seus conteúdos de arquivo som de pago. Eis umha leitura alternativa em tvindalert.
Queremos começar a labor desta página fazendo um repasso sobre os principais agentes na rede que abrange Humana, The Teachers Group, UFF, GAIA, Planet Aid e muitos outras organizaçons que encobrem a matriz desta seita. Lembramos que muita da informaçom contida neste blogue provem de http://www.tvindalert.com.
Que é Tvind?
O termo Tvind é umha palavra danesa que significa regato e também é o nome dumha localidade perto de Ulfborg (Dinamarca). Essa vila é a origem dumha organizaçom que se denomina “educativa” chamada The Teachers Group. Muitas vezes os termos Tvind e The Teachers Group som equivalentes em toda a documentaçom que achegaremos neste blogue. Mas o mais importante é sinalar que Humana (e muitas outras organizaçons supostamente benéficas) som parte dum entramado econômico que remata em Tvind/The Teachers Group. Por isso é importante retratarmos primeiro esta organizaçom central.
A melhor definiçom de Tvind / The Teachers Group é a que achega a página tvindAlert:
Umha rede mundial secretista mas enormemente rica, controlada por um pequeno número de pessoas empregando companhias instaladas em paraísos fiscais. The Theachers Group dirige obras benéficas e negócios, mas os líderes dirigem a maior parte dos benefícios a adquisiçom de propriedade privada e enormes terrenos.
A figura de Amdi Petersen
Historicamente The Techers Group está ligado a um indivíduo do que escutaram falar muito neste blogue: Mogens Amdi Petersen. Atualmente fugido da justiça danesa e desaparecido oficialmente. Em entradas futuras afondaremos na pessoa de Petersen, mas polo de agora chega com saber que após o seu passo e expulsom (por relaçons ilícitas com alunas menores de idade) da escola danesa Kroggårdsskolen em 1965 introduziu na contra-cultura hippie e no huset (comuna) de Odense. Com as suas amizades do huset emprendeu a finais da década dos 60 umha viagem “educativa” inspirada nas Folkehøjskole (universidades populares) que o levaria por toda Europa ademais de Honk Kong, Austrália e Taiti. Essas viagens aumentariam o seu círculo de amizades internacionais na cultura “alternativa” dos 60 e o seu número de registros criminais em todo o mundo.
Ao regressar a Dinamarca Petersen criou um “movimento educativo” baseado nas escolas populares da tradiçom danesa misturado com a cultura hippie dos 60: vida comunal, trabalho e e dinheiro compartido e educaçom mediante a experiência. A primeira destas Den Rejsende Folkehøjskole “Universidades Populares Viageiras mas permanente” abriria na ilha de Farø mas pronto seria descolada a Tvind, perto de Ulfborg.O movimento tive um enorme sucesso e apareceriam mais escolas nos dez anos seguintes.
O nascimento de The Teachers Group
Ante o sucesso da sua iniciativa contracultural e o aumento da sua massa de seguidores e seguidoras Petersen organizou a administraçom dos centros de estudos criando o Laeregruppe (Grupo de Mestres): Um diretório central secretista que só convidava a pessoas graduadas nas Folkehøjskole de Petersen e comprometidas com o movimento. As pessoas do Grupo de Mestres comprometiam-se a partilhar os seus bens e a administrar comunalmente a rede de universidades populares.
Petersen organizou o Grupo de Mestres numha complexa estrutura de diretorados e situou-se na cabeça dos corpos administrativos da organizaçom, de facto convertendo umha estrutura de origem comunal num culto a sua pessoalidade baixo a sua direçom permanente. As testemunhas da época assinalam estes anos como o começo da paranoia de Petersen, que acreditava numha conspiraçom governamental contra a sua pessoa. As pessoas incluídas no Grupo de Mestre receberam ordens de eliminarem fotografias e documentos dos primeiros anos das universidades populares.
Fælleseje, 1977
Fælleseje (“Propriedade Comum”) é um truste econômico (conglomerado de empresas) criado polo Grupo de Mestres em 1977 e administrado diretamente por Petersen. A fundaçom deste fundo econômico marca a mudança de direçom definitiva da organizaçom que mudaria desde um projeto educativo alternativo a umha rede de empresas e ONG focadas no êxito financeiro. Tvind começa a criaçom de organizaçons adicadas a recolhida e venda de roupa usada (Humana e UFF som as marcas principais). Desde entom Tvind e Fælleseje têm diversificado em mais de 30 empresas e organizaçons, todas com o objectivo comum de dirigir dinheiro cara o grupo original Laeregruppe/Tvind.
O império Tvind
Desde a fundaçom do Fælleseje Tvind tem diversificado numha rede de empresas complexa e entretecida. Os principais nodos dessa rede som. Todos estes dados tirados do informe da policia danesa contra Tvind.
- As escolas Tvind: Dirigidas polo Laeregruppe até 20 escolas de estilo Folkehøjskole componhem esta rede de ensino. Sitas em Noruega, Dinamarca, Inglaterra, os USA, África do Sul, Caribe, China ou a Índia. Cada umha destas escola funciona exactamente como umha seita (na próxima entrada falaremos da declaraçom do Parlamento Francês sobre o tema): recolhem estudantes e os obrigam a pedir esmola polas ruas para financiarem os projetos. As pessoas nestas escolas sofrem adoutrinamento e som obrigadas a realizar serviços para Tvind.
- Argyll Smith & Co: Empresa imobiliaria, chave do caso danês contra Petersen e achegados. Proprietária dos prédios e terrenos de muitas das escolas Tvind mas oficialmente desligada da organizaçom educativa. Carregava enormes alugueiros sobre as escolas cujos benefícios re-ingressava na própria matriz de Tvind. Justificavam assim as esmolas, recolhidas de fundos por parte do alunado.
- The Humana Foundation: Com todas as suas ramificaçons, incluída a própria Humana (com franquias em muitos paises), USAgain, DAPP, Planet AID, GAIA, UFF, Green World Recycling… todo organizaçons com as que Tvind procurava a exençom de impostos dada por diferentes governos com escusas como a recolhida de roupa, reciclagem o ajuda a projetos de desenvolvimento. O caso da polícia danesa contra Humana centrou-se em que nom som organizaçons independentes, mas parte do truste empresarial Fælleseje e têm como objetivo recadar e desviar fundos.
- Fairbank, Cooper &Lyle: Umha das partes mais terríveis do entramado de Tvind. Empregando o dinheiro recadado por Humana Foundation (Fairbank é proprietária, por exemplo, de USAgain a versom de Humana nos EUA) diferentes empresas nos paises em desenvolvimento compram e gestionam campos de cultivo latifundistas. Segundo informe da policia Danesa existem muitíssimas propriedades do grupo em América e África do Sul, assim como fábricas de sapatos em Marrocos e outras empresas mui afastadas da “ajuda humanitárias”. Destaca especialmente A Fazenda Jatobà ou Floryl. Umha enorme fazenda em Brasil propriedade do entramado de The Teachers Group. Apresentada por estes como umha “reserva natural” mas que a policia Danesa asinalada como um latifundio quase escravista. É o centro do caso danês. Informaçom em inglês.
O caso danês
Ampliaremos a informaçom sobre o caso do governo e a Fazenda danesa por fraude contra The Teachers Group. Como resumo adiantar que o caso começou no 2001 e foi suspendido umha primeira vez (por umha instruçom deficiente) a decissom foi apelada ante o TS danês, mas para quando se tinha que reiniciar o processo Petersen e muitos dos seus acólitos fugiram do país. A dia de hoje o núcle de The Teachers Group segue em busca e captura polas autoridades danesas e a Interpol. Podedes consultar o informe danês em inglês nesta ligaçom.
Este blogue nasce como passo preliminar numha campanha de denúncia pública das atividades ilícitas que se acocham trás da organizaçom Humana.
Desde há uns anos os contedores de recolhida de roupa usada com o desenho dum globo terráqueo formam parte da paisagem urbana de muitas vilas galegas. Aparecem e desaparecem de forma irregular e mudam a sua localizaçom: desde portas de igrejas, contros comunitários, “pontos limpos” ou do lado dos contedores habituais de reciclagem. A informaçom que aparece neles é limitada, mas dim que a roupa depositada “ajuda a projetos no 3º mundo”. Nesta época de crise e necessidade muitas pessoas procuram umha saída solidária para a sua roupa velha, sendo mais conscientes das penúrias das mais pobres, assim que a presença dos contedores de Humana parece umha boa opçom para nos desfazer das prendas que já nom empregamos. Porém com a nossa doaçom só engrossaremos a conta de benefícios dumha rede criminal internacional de origem danesa conhecida como Tvind e que já tem sido denunciada durante umha década em muitos países de Europa.
Existe muita informaçom sobre os negócios ilícios de Humana/Tvind (e as muitas outras etiquetas que empregam para se ocultar) mas está sobretodo em inglês, o que dificulta a sua difusom na Galiza. Neste tumblr procurarei traduzir os dados mais importantes e em breve começar umha campanha de informaçom e denúncia perante as atividades. É necessário que as galegas conheçam que os quartos tirados das suas doaçons nom chegam ao terceiro mundo e som desviadas para financiar umha seita com registros criminais que opera desde Dinamarca. É primordial destapar o nome e as denúncias de delitos financeiros que pesam sobre os fundadores. É fundamental conscientizar para que as nossas doaçons cheguem realmente a quem as necessitar.
Polo de agora este projeto é a ocupaçom a tempo parcial dumha soa pessoa, assim que toda a ajuda será bem-vinda: Traduçom e redaçom de textos, difusom e promoçom em redes sociais e na segunda parte tempo e trabalho para desenvolvermos a campanha. Podes contatar nos comentários deste blogue ou polos seguintes médios:
- No endereço de correio denunciahumana [em] gmail.com
Nota: Se queres manter o anonimato e a proteçom nas comunicaçons com nós podes empregar a nossa chave pública de cifrado para os teus correios. Chave pública de cifrado (f. armor.ASCII) para Denúncia Humana.
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